segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ruy Braga

Ruy Braga


Se você pega cada letra, 8, mais o espaço, 9 caracteres. E foram nove characters(personagens) que chamaram a atenção nessa trilha. Nove personagens femininas. Por que nove aqui, nove ali? Segundo os deuses da numerologia, o fim de semana foi regido pelo número. O nove rege dentre outras coisas, o ar. E na parte alta do parque de Itatiaia ar puro é o que mais tem, assim como o fôlego das forças da natureza e da inspiração em superar limites, que empurraram o grupo por dois dias nessa travessia que não deixou de ter sua beleza pelo tempo nublado e risco de chuva.


A jornada começa logo que atravessa a portaria do parque, até mesmo pra quem não está prestando atenção na foto e está mexendo no celular. Mas é o Rambo, ele pode.


Uma coisa que pode tirar sua vontade é a caminhada na mesma estrada de quem vai para o Pico das Agulhas Negras, Prateleiras, Asa de Hermes, Cachoeira de Aiuruoca, e muitos outros destinos do belo cenário rochoso, mas a cada passo é uma energia acumulada, cada pisada que ficou pra trás, um problema que saiu de cena, um tijolo a menos pra carregar.





Quando se vê essa placa é pegar ou largar. Provavelmente foi aí que largaram um tal dum pote de brigadeiro. Mas obrigado mesmo é jogar uma moeda no poço, e não para fazer um pedido, mas agradecer por mais uma conquista, mais uma travessia. São cerca de 22km, 2.325 de altitude no começo. 



Pernoitando no Massena deve-se subir até as ruínas da antiga torre de retransmissão de TV, local que se torna um ótimo mirante para o Pico, Pedra Assentada, Prateleiras, Serra Fina, Vale do Paraíba, a Serra da Bocaina, Três Picos, a Cabeça de Leão, etc. Lugares que se o grupo ainda não foi, irá.

 

Parece uma construção medieval abandonada, mas é no interior desse abrigo que o calor da trilha acontece. A noite o fogo aquece, mas a criatividade dos caminhantes e os papos engraçados dão um toque especial que vão fazê-los falar a respeito da trilha por dias. Há detalhes que ficam na trilha, mas a maioria no coração, pra sempre? Quem sabe, nove dias.

Banquete. Comida compartilhada, até água que passarinho não bebe. O peso da mochila alivia, e nem pense que aumenta o do corpo. Só de rir se queima mais calorias que a caminhada inteira. Felicidade é um bem pra saúde inimaginável. Vejo pessoas andando a beira de um rio todos os dias, disciplinados, concentrados, mas é uma rotina, não equivale a quem mete a coragem no peito e se arrisca em um lugar que a temperatura chega a ir abaixo de zero.


E por falar em passarinho, olha um aí, estufado como está, acho que foi ele quem comeu o pote.


A beleza do lugar é indescritível. Com céu limpo, meu Deus, eu imagino as estrelas no céu nesse lugar. A gente brinca com a questão de tomar banho, mas fato é que mente e alma se limpam de uma forma sobrenatural. O corpo a gente dá jeito quando as condições favorecem. Um dia no mato não é o fundo do poço. Será que fazer essa travessia nove vezes na vida dá algo especial? Eles vão ter outras.


As barracas estarão sempre a postos

E os aventureiros sempre com história pra contar, mais do que nunca percebi que apenas quem tá lá sabe no íntimo como é, não só a parte do 'fazer', mas vivenciar, conviver. Com o VRTT não se trata de um grupo, se trata de família. E com nove fotos, assim descrevo como pude, a... foram tantos, quem sabe nove, nomes dados a essa trilha.

2 comentários:

  1. Leandro como sempre, arrasando...
    E a turma, aliás, os integrantes da grande família VRTT , tbm como sempre, dando um show no tal da coletividade, cumplicidade, amizade, igualdade em tds os sentidos da palavra.
    Bjussss a tds!!!!!

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  2. Mais um texto cheio de criatividade. Imagino vc pensando em cada detalhe em cada palavra. Parabens Lemos! Vc realmente tem o dom!

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