quarta-feira, 29 de julho de 2015

São Tomé das Letras

E o grupo vai a terra mística de São Tomé


Hippie happy huhull

Pode ser no começo ou no final, o grupo é isso aí: abraço coletivo. É uma fraternidade em que toda trilha há esse espírito, mas na terra onde coisas mágicas acontecem, esse abraço foi mais que especial.

As pedras estão em todo lugar, e pedra no caminho, só pra trilhar. Os atrativos naturais fazem as pessoas irem lá para ver cachoeira, pedras, pedras, e mais pedras. Com o VRTT é deixar pedras que pesam pra trás e fazer tudo que trás felicidade. E virar a noite na pousada, tirar foto abraçado com et, parar no tempo em cima da pirâmide, entrar em águas geladas pra dar um mergulho, tomar uma ducha mais gelada ainda. Só faz mal ficar em casa vendo Faustão.

Não tem moleza não. É pegar "embarcação" e partir para um destino. Conhecer, essa foi a palavra chave. Pois há lugares que você tem ideia, lá tudo novidade. Até mesmo as pessoas do grupo tiveram um tempinho para conhecer mais entre si.



A estrada é longa, mas é isso que os fazem feliz.


É inverno, mas quem tá com energia na alma, entra tranquilamente nessas águas. Muitos lugares para conhecer, mas eram apenas um fim de semana. Se conheço o grupo, ano que vem estão de volta, para repetir os lugares consagrados e explorar os novos.


A espiritualidade do lugar é fenomenal. Transborda energia em cada canto que você vai.


Olha o que uma fada fez. Virou uma bruxa, transformou o belo cãozinho num surrado cabritinho e ele foi direto pro caldeirão.


Brincadeirinha. Vale tudo nas fotos, e pra não valer tudo as mentes materna e paterna desse grupo, cada um seu jeitinho, cada um com seu modo de ver a vida, trazem equilíbrio para a galera. Parabéns ao casal por cuidar tão bem desse grupo. Que não demora, já vai fazer um ano. Planos pra festa?! Sim, fique de olho na página Volta Redonda Trilhas e Treckking.



Todo mundo espera esse momento. Você tira foto, usa um filme de 20 poses na era antiga, e não consegue captar o que passa em cada um nessa hora. É obrigatório se espremer e assistir o findar do sol. É um momento místico, mítico. Nenhum artista local é capaz de fazer uma arte que representa esse momento na pirâmide, você pode até ter um agito, mas é a hora do eu receber uma dádiva invisível.


Que criatura é essa aí hein? E que ponto negro é aquele no céu?

A área de convivência de uma pousada nunca mais será a mesma. Em clima de festa, eles trilharam mais do que estradas. Quem foi poderia dizer aqui a jornada de dois dias, que certamente duram dias devido a conversa no zap e quem sabe as coisas mais alegres duram por mais dias ainda.


Uma honra mais que especial ao fotógrafo Claudio Campanate
https://www.facebook.com/ccampanate?fref=ts

Não deixem de curtir e ver mais fotos. Pois o lugar é fantástico, as fotos mais ainda, e a galera que foi, viveu uma fantasia e tanto. E quanto mais trilham, coisas boas se tornam realidade.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ruy Braga

Ruy Braga


Se você pega cada letra, 8, mais o espaço, 9 caracteres. E foram nove characters(personagens) que chamaram a atenção nessa trilha. Nove personagens femininas. Por que nove aqui, nove ali? Segundo os deuses da numerologia, o fim de semana foi regido pelo número. O nove rege dentre outras coisas, o ar. E na parte alta do parque de Itatiaia ar puro é o que mais tem, assim como o fôlego das forças da natureza e da inspiração em superar limites, que empurraram o grupo por dois dias nessa travessia que não deixou de ter sua beleza pelo tempo nublado e risco de chuva.


A jornada começa logo que atravessa a portaria do parque, até mesmo pra quem não está prestando atenção na foto e está mexendo no celular. Mas é o Rambo, ele pode.


Uma coisa que pode tirar sua vontade é a caminhada na mesma estrada de quem vai para o Pico das Agulhas Negras, Prateleiras, Asa de Hermes, Cachoeira de Aiuruoca, e muitos outros destinos do belo cenário rochoso, mas a cada passo é uma energia acumulada, cada pisada que ficou pra trás, um problema que saiu de cena, um tijolo a menos pra carregar.





Quando se vê essa placa é pegar ou largar. Provavelmente foi aí que largaram um tal dum pote de brigadeiro. Mas obrigado mesmo é jogar uma moeda no poço, e não para fazer um pedido, mas agradecer por mais uma conquista, mais uma travessia. São cerca de 22km, 2.325 de altitude no começo. 



Pernoitando no Massena deve-se subir até as ruínas da antiga torre de retransmissão de TV, local que se torna um ótimo mirante para o Pico, Pedra Assentada, Prateleiras, Serra Fina, Vale do Paraíba, a Serra da Bocaina, Três Picos, a Cabeça de Leão, etc. Lugares que se o grupo ainda não foi, irá.

 

Parece uma construção medieval abandonada, mas é no interior desse abrigo que o calor da trilha acontece. A noite o fogo aquece, mas a criatividade dos caminhantes e os papos engraçados dão um toque especial que vão fazê-los falar a respeito da trilha por dias. Há detalhes que ficam na trilha, mas a maioria no coração, pra sempre? Quem sabe, nove dias.

Banquete. Comida compartilhada, até água que passarinho não bebe. O peso da mochila alivia, e nem pense que aumenta o do corpo. Só de rir se queima mais calorias que a caminhada inteira. Felicidade é um bem pra saúde inimaginável. Vejo pessoas andando a beira de um rio todos os dias, disciplinados, concentrados, mas é uma rotina, não equivale a quem mete a coragem no peito e se arrisca em um lugar que a temperatura chega a ir abaixo de zero.


E por falar em passarinho, olha um aí, estufado como está, acho que foi ele quem comeu o pote.


A beleza do lugar é indescritível. Com céu limpo, meu Deus, eu imagino as estrelas no céu nesse lugar. A gente brinca com a questão de tomar banho, mas fato é que mente e alma se limpam de uma forma sobrenatural. O corpo a gente dá jeito quando as condições favorecem. Um dia no mato não é o fundo do poço. Será que fazer essa travessia nove vezes na vida dá algo especial? Eles vão ter outras.


As barracas estarão sempre a postos

E os aventureiros sempre com história pra contar, mais do que nunca percebi que apenas quem tá lá sabe no íntimo como é, não só a parte do 'fazer', mas vivenciar, conviver. Com o VRTT não se trata de um grupo, se trata de família. E com nove fotos, assim descrevo como pude, a... foram tantos, quem sabe nove, nomes dados a essa trilha.