quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Aventureiro é na trilha, mas a aventura é no mar.

Por terra ou por mar, aventureiro sempre vou te amar


Quase é impossível de não pensar assim quando você realmente se aventura pelo Aventureiro.


Mas você tem que ter um espírito de aventura e tanto. A chegada pelo mar dependendo do dia vai sacudir cada molécula do seu corpo. Te faz pensar como não deveria ser agitado o Cabo da Boa Esperança, mas faz pensar que dobrando a esquina, vem a boa aventurança.

Sem rodeios, o famoso coqueiro. Outra coisa impossível de não associar a praia do Aventureiro. A Ilha Grande tem muitos atrativos, mas este é sem dúvida o que mais desperta o desejo de tirar uma foto. A formação é mágica. O pedido para não subir, essencial para o longevidade do ponto turístico que está em um dos cenários paradisíacos da ilha. Mas será que só de coqueiro vive o aventureiro?

De forma alguma. A viagem pelo mar ou cruzar a pé as trilhas são uma aventura e tanto. Mas o que mais aguarda, do turista ao praticante de caminhada?

O cenário paradisíaco. Na chegada a visão percorre 360º tenta imaginar o que fazer. Por um momento você esquece do coqueiro e pensa "cheguei nas índias" "descobri o Brasil". Esquece da sensação de quase morte quando barco enfrenta as bravas ondas. Tem ponto alto, tem praia a perder de vista. Cantinho pra deslumbrar a natureza, praia de surfista. Lugar pra acampar, nem tantos pra almoçar. Imagina a noite...



A sensação do infinito. A praia não parece ter fim, a imensidão do mar, a costa interminável com suas ondas intensas. A aventura está só começando!!!!!



É tanta grandeza que o bode desmaiou.


Mas assim que você recupera o fôlego de subir as escadas na pedra para alcançar o mirante, e fitar por minutos o horizonte, vendo um mar sem fim e imaginar do outro lado... só a África; você é obrigado a passar pelo coqueiro antes de qualquer outra aventura. Há que suba um "pico" antes:

Haja fôlego. Cada um fala um tempo de subida. A verdade é que um dia só no aventureiro é um pouco de cada, e cada um com uma experiência única. Nem todos vêem a exuberância. Há quem nunca mais queira voltar, mas os apertos e a dificuldade não existem pro verdadeiro aventureiro.

Tem uma igrejinha. Vale a pena dar uma passadinha e agradecer a Deus. Pelo quê? Pela sua vida, por tudo que te permitiu estar ali, enquanto o mundo parece estar de cabeça pra baixo.




 Atravessando uma trilhazinha, mais uma praia, mais um local de contemplação. E com muita disposição, atravessar pedras e mais uma trilha para uma praia que parece perdida no tempo.

Depois de trilhar, subir e aventurar... almoçar com esse visual. 
Almoço onde nosso grupo até pra cozinha foi.


Na hora de partir, ou volta de barco, ou com a travessia onde uns acham tranquilidade percorrer os 4km até Provetá, outros pensam que é  melhor encarar as ondas de Netuno em dia de mal humor.


Subida, 2km, descida, 2km. Mas depois de cansaço, lombera, digestão, essa pequena travessia é um osso duro de roer. E não pode dar bobeira, o mar ainda é alto mar. Pode estar agitado, a hora  tem que ser administrada com cuidado, pois os barcos para voltar a noite da Ilha Grande passam por complicações com a capitania dos portos. Fiscalização pega pesado. O melhor: se programar para ficar mais de um dia, curtir cada cantinho e deixar as belezas finais como um momento de meditação enquanto anda: onde fui me aventurar?





Lembre-se: o lugar pode ser magnífico, mas quem faz a diferença são pessoas. Aqui no VRTT somos loucos, uns pelos outros. Foi um dia especial por estar fazendo aniversário, estar comemorando 7 meses de namoro. E cada um sempre tem algo especial para comemorar, nem que seja a superação de ter se aventurado num dos destinos mais badalados e bonito do Brasil.

Quando a ficha cai, restam recordações de momentos incríveis e paisagem de um paraíso na Terra.









quarta-feira, 29 de julho de 2015

São Tomé das Letras

E o grupo vai a terra mística de São Tomé


Hippie happy huhull

Pode ser no começo ou no final, o grupo é isso aí: abraço coletivo. É uma fraternidade em que toda trilha há esse espírito, mas na terra onde coisas mágicas acontecem, esse abraço foi mais que especial.

As pedras estão em todo lugar, e pedra no caminho, só pra trilhar. Os atrativos naturais fazem as pessoas irem lá para ver cachoeira, pedras, pedras, e mais pedras. Com o VRTT é deixar pedras que pesam pra trás e fazer tudo que trás felicidade. E virar a noite na pousada, tirar foto abraçado com et, parar no tempo em cima da pirâmide, entrar em águas geladas pra dar um mergulho, tomar uma ducha mais gelada ainda. Só faz mal ficar em casa vendo Faustão.

Não tem moleza não. É pegar "embarcação" e partir para um destino. Conhecer, essa foi a palavra chave. Pois há lugares que você tem ideia, lá tudo novidade. Até mesmo as pessoas do grupo tiveram um tempinho para conhecer mais entre si.



A estrada é longa, mas é isso que os fazem feliz.


É inverno, mas quem tá com energia na alma, entra tranquilamente nessas águas. Muitos lugares para conhecer, mas eram apenas um fim de semana. Se conheço o grupo, ano que vem estão de volta, para repetir os lugares consagrados e explorar os novos.


A espiritualidade do lugar é fenomenal. Transborda energia em cada canto que você vai.


Olha o que uma fada fez. Virou uma bruxa, transformou o belo cãozinho num surrado cabritinho e ele foi direto pro caldeirão.


Brincadeirinha. Vale tudo nas fotos, e pra não valer tudo as mentes materna e paterna desse grupo, cada um seu jeitinho, cada um com seu modo de ver a vida, trazem equilíbrio para a galera. Parabéns ao casal por cuidar tão bem desse grupo. Que não demora, já vai fazer um ano. Planos pra festa?! Sim, fique de olho na página Volta Redonda Trilhas e Treckking.



Todo mundo espera esse momento. Você tira foto, usa um filme de 20 poses na era antiga, e não consegue captar o que passa em cada um nessa hora. É obrigatório se espremer e assistir o findar do sol. É um momento místico, mítico. Nenhum artista local é capaz de fazer uma arte que representa esse momento na pirâmide, você pode até ter um agito, mas é a hora do eu receber uma dádiva invisível.


Que criatura é essa aí hein? E que ponto negro é aquele no céu?

A área de convivência de uma pousada nunca mais será a mesma. Em clima de festa, eles trilharam mais do que estradas. Quem foi poderia dizer aqui a jornada de dois dias, que certamente duram dias devido a conversa no zap e quem sabe as coisas mais alegres duram por mais dias ainda.


Uma honra mais que especial ao fotógrafo Claudio Campanate
https://www.facebook.com/ccampanate?fref=ts

Não deixem de curtir e ver mais fotos. Pois o lugar é fantástico, as fotos mais ainda, e a galera que foi, viveu uma fantasia e tanto. E quanto mais trilham, coisas boas se tornam realidade.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ruy Braga

Ruy Braga


Se você pega cada letra, 8, mais o espaço, 9 caracteres. E foram nove characters(personagens) que chamaram a atenção nessa trilha. Nove personagens femininas. Por que nove aqui, nove ali? Segundo os deuses da numerologia, o fim de semana foi regido pelo número. O nove rege dentre outras coisas, o ar. E na parte alta do parque de Itatiaia ar puro é o que mais tem, assim como o fôlego das forças da natureza e da inspiração em superar limites, que empurraram o grupo por dois dias nessa travessia que não deixou de ter sua beleza pelo tempo nublado e risco de chuva.


A jornada começa logo que atravessa a portaria do parque, até mesmo pra quem não está prestando atenção na foto e está mexendo no celular. Mas é o Rambo, ele pode.


Uma coisa que pode tirar sua vontade é a caminhada na mesma estrada de quem vai para o Pico das Agulhas Negras, Prateleiras, Asa de Hermes, Cachoeira de Aiuruoca, e muitos outros destinos do belo cenário rochoso, mas a cada passo é uma energia acumulada, cada pisada que ficou pra trás, um problema que saiu de cena, um tijolo a menos pra carregar.





Quando se vê essa placa é pegar ou largar. Provavelmente foi aí que largaram um tal dum pote de brigadeiro. Mas obrigado mesmo é jogar uma moeda no poço, e não para fazer um pedido, mas agradecer por mais uma conquista, mais uma travessia. São cerca de 22km, 2.325 de altitude no começo. 



Pernoitando no Massena deve-se subir até as ruínas da antiga torre de retransmissão de TV, local que se torna um ótimo mirante para o Pico, Pedra Assentada, Prateleiras, Serra Fina, Vale do Paraíba, a Serra da Bocaina, Três Picos, a Cabeça de Leão, etc. Lugares que se o grupo ainda não foi, irá.

 

Parece uma construção medieval abandonada, mas é no interior desse abrigo que o calor da trilha acontece. A noite o fogo aquece, mas a criatividade dos caminhantes e os papos engraçados dão um toque especial que vão fazê-los falar a respeito da trilha por dias. Há detalhes que ficam na trilha, mas a maioria no coração, pra sempre? Quem sabe, nove dias.

Banquete. Comida compartilhada, até água que passarinho não bebe. O peso da mochila alivia, e nem pense que aumenta o do corpo. Só de rir se queima mais calorias que a caminhada inteira. Felicidade é um bem pra saúde inimaginável. Vejo pessoas andando a beira de um rio todos os dias, disciplinados, concentrados, mas é uma rotina, não equivale a quem mete a coragem no peito e se arrisca em um lugar que a temperatura chega a ir abaixo de zero.


E por falar em passarinho, olha um aí, estufado como está, acho que foi ele quem comeu o pote.


A beleza do lugar é indescritível. Com céu limpo, meu Deus, eu imagino as estrelas no céu nesse lugar. A gente brinca com a questão de tomar banho, mas fato é que mente e alma se limpam de uma forma sobrenatural. O corpo a gente dá jeito quando as condições favorecem. Um dia no mato não é o fundo do poço. Será que fazer essa travessia nove vezes na vida dá algo especial? Eles vão ter outras.


As barracas estarão sempre a postos

E os aventureiros sempre com história pra contar, mais do que nunca percebi que apenas quem tá lá sabe no íntimo como é, não só a parte do 'fazer', mas vivenciar, conviver. Com o VRTT não se trata de um grupo, se trata de família. E com nove fotos, assim descrevo como pude, a... foram tantos, quem sabe nove, nomes dados a essa trilha.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Fazenda Santa "Assombrada"

Além das lentes

Todo mundo tem dúvidas se estamos sozinhos no universo. Mas e sozinhos neste mundo?

Há quem debata por horas, há quem mostre vídeos, há quem mostre fotos. Porém, o que adianta só ler e ouvir relatos se a coisa é bem mais obscura? Quem sabe o que está lá, não vai com você para casa.

A Fazenda Santa Clara fica em Santa Rita de Jacutinga, e é recheada de histórias. A casa foi construída em meados do século XVIII e apresenta números exorbitantes: são 365 janelas, uma para cada dia no ano; 52 quartos, um para cada semana e 12 salões, representando cada mês do ano. Escravos? Mais de 2500 já passaram por lá, mas os personagens principais são pessoas importantes do passado da fazenda, pois"além" de tudo que já fizeram por lá(no passado), dão uma palhinha aqui no presente e um click aqui, outro ali, bingo, o cenário da sala de se modifica nas lentes e quem sabe, com algumas coisas mais. Depois que vemos as fotos, quem estava no local entende porque algumas coisas incomuns acontece, quer saber?

Vamos começar pelo personagem principal, o comendador. Francisco Tereziano Fortes de Bustamante. O da foto. Mas pera aí, e o garoto ao lado, é ele na infância? Nada disso, com a morte do comendador, ela ficou sob as ordens da viúva Maria Tereza de Souza Fortes, e com a morte da Viscondessa, a fazendo ficou com Carlos Teodoro de Souza Fortes, seu irmão. Consegue imaginar porque em quadro de dono não pode sair apenas um? Pode se perceber a cara enferada do espírito juvenil. Imagina crescer sabendo que o seu irmão vai ser o todo poderoso.

E por falar em espírito de criança, pobre viúva. Segundo a história, ela ficou presa por 36 anos. E normalmente quando uma pessoa se cansa da idade, ela quer voltar a ser criança, e é provavelmente que a Viscondessa se apresente assim na foto. Em vida, até que fez muito pela fazenda, mas agora pode aproveitar como quiser, e com quem quiser. A presença dos convidados não evita a interação com as lentes, mas no passado a interação era mais horripilante. A área é isolada, as pessoas não podem sentar nas cadeiras. Quando era permitido, beliscões, cabelo sendo alisado, mão passada na perna, até mesmo sentir um beijinho. Devia ser arrepiante quando isso acontecia. Não que uma criança tenha todo esse pudor, é que nossa fantasminha se apresenta como quer.


Se apresenta, nesse caso, no meio do corredor da igreja, com uma noiva ou algum vestido maltrapilho depois de tanto tempo isolada. É muito interessante. Repentinamente você sente um cheiro de perfume se aproximando, parece que o vento carrega de alguma pessoa presente, mas como explicar o aroma de uma flor que foi vista pela última vez na fazenda em 1869, utilizadas no velório e caixão da Viscondessa?


A fazenda, com "porta" para os dois lados, acaba revelando fantasmas zombeteiros. Você só quer uma foto da senhora que está dando a explicação e aí aparece uma imagem cabulosa no espelho. Coisa que te deixa tão perplexo que você nem repara que a senhora da explicação não aparece nem na frente do espelho. Como é passar uma noite nesse lugar...

Que há coisas por aí ninguém duvida, mas tem gente que só acredita vendo. Outros nem percebem. Quer um exemplo? Você percebeu que há um frase abaixo do título em amarelo? Tem uma frase lá, você pode até ter percebido mas eu não recomendo olhar para trás agora. E se estiver deitado, fica tranquilo, não vai sentir uma misteriosa massagem no pescoço. O bicho pega apenas para quem vai na fazenda e não paga a visitação.