segunda-feira, 29 de junho de 2015

Fazenda Santa "Assombrada"

Além das lentes

Todo mundo tem dúvidas se estamos sozinhos no universo. Mas e sozinhos neste mundo?

Há quem debata por horas, há quem mostre vídeos, há quem mostre fotos. Porém, o que adianta só ler e ouvir relatos se a coisa é bem mais obscura? Quem sabe o que está lá, não vai com você para casa.

A Fazenda Santa Clara fica em Santa Rita de Jacutinga, e é recheada de histórias. A casa foi construída em meados do século XVIII e apresenta números exorbitantes: são 365 janelas, uma para cada dia no ano; 52 quartos, um para cada semana e 12 salões, representando cada mês do ano. Escravos? Mais de 2500 já passaram por lá, mas os personagens principais são pessoas importantes do passado da fazenda, pois"além" de tudo que já fizeram por lá(no passado), dão uma palhinha aqui no presente e um click aqui, outro ali, bingo, o cenário da sala de se modifica nas lentes e quem sabe, com algumas coisas mais. Depois que vemos as fotos, quem estava no local entende porque algumas coisas incomuns acontece, quer saber?

Vamos começar pelo personagem principal, o comendador. Francisco Tereziano Fortes de Bustamante. O da foto. Mas pera aí, e o garoto ao lado, é ele na infância? Nada disso, com a morte do comendador, ela ficou sob as ordens da viúva Maria Tereza de Souza Fortes, e com a morte da Viscondessa, a fazendo ficou com Carlos Teodoro de Souza Fortes, seu irmão. Consegue imaginar porque em quadro de dono não pode sair apenas um? Pode se perceber a cara enferada do espírito juvenil. Imagina crescer sabendo que o seu irmão vai ser o todo poderoso.

E por falar em espírito de criança, pobre viúva. Segundo a história, ela ficou presa por 36 anos. E normalmente quando uma pessoa se cansa da idade, ela quer voltar a ser criança, e é provavelmente que a Viscondessa se apresente assim na foto. Em vida, até que fez muito pela fazenda, mas agora pode aproveitar como quiser, e com quem quiser. A presença dos convidados não evita a interação com as lentes, mas no passado a interação era mais horripilante. A área é isolada, as pessoas não podem sentar nas cadeiras. Quando era permitido, beliscões, cabelo sendo alisado, mão passada na perna, até mesmo sentir um beijinho. Devia ser arrepiante quando isso acontecia. Não que uma criança tenha todo esse pudor, é que nossa fantasminha se apresenta como quer.


Se apresenta, nesse caso, no meio do corredor da igreja, com uma noiva ou algum vestido maltrapilho depois de tanto tempo isolada. É muito interessante. Repentinamente você sente um cheiro de perfume se aproximando, parece que o vento carrega de alguma pessoa presente, mas como explicar o aroma de uma flor que foi vista pela última vez na fazenda em 1869, utilizadas no velório e caixão da Viscondessa?


A fazenda, com "porta" para os dois lados, acaba revelando fantasmas zombeteiros. Você só quer uma foto da senhora que está dando a explicação e aí aparece uma imagem cabulosa no espelho. Coisa que te deixa tão perplexo que você nem repara que a senhora da explicação não aparece nem na frente do espelho. Como é passar uma noite nesse lugar...

Que há coisas por aí ninguém duvida, mas tem gente que só acredita vendo. Outros nem percebem. Quer um exemplo? Você percebeu que há um frase abaixo do título em amarelo? Tem uma frase lá, você pode até ter percebido mas eu não recomendo olhar para trás agora. E se estiver deitado, fica tranquilo, não vai sentir uma misteriosa massagem no pescoço. O bicho pega apenas para quem vai na fazenda e não paga a visitação.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

TRILHA DO GAVIÃO

TRILHA DO GAVIÃO

Sabia que lobos e falcões quando escolhem seus parceiros é para sempre?

Parece que como eles, esses trilheiros escolheram o Volta Redonda Trilhas e Trekking como seus eternos parceiros de aventuras. Sobre o lobo eu falo outro dia, falcões, estamos acostumados com Falcões do Aço. Já o primo do falcão, o gavião, não, aqui não tem corinthiano não. Mas tem aqueles que trilharam com seu amor, amigos, conhecidos, parentes e colegas de trabalho, nos arredores de Ipiabas, cidade a poucos quilômetros de Conservatória, terra da Seresta.


É com a mão no coração que eles começam. E haja coração. Se muitos não viram sequer um gavião, não demorou muito para aparecer sons de gansos. Mas ninguém levou uma corridinha, e sem pressa, percorreram o caminho que foi simples, fácil, estrada de chão, sem muito esforço, e com um belo visual ao fundo.




Um céu de causar inveja. A vegetação no outono contrasta um verde aqui, outro ali, com aquele mato seco que se o ser humano hora é pego de surpresa pela natureza, ou faz por mal, dá aquela queimada e a beleza do local fica avariada. Uma pena ao longo do trajeto ver alguns ponto de água secos. Canos sem uma gota saindo.

Aí aparece um túnel. Nem vou falar das primeiras aranhas que vi, pois depois notaria mais e ainda me mostrariam mais. Na legenda, que não é possível ver na foto, 1883. Ano marcado pela criação da primeira escola pública para o sexo feminino, a erupção em Krakatoa, a crianção do Expresso do Oriente, ano que nasceu Getúlio Vargas e ano da morte de Karl Marx.

E sabe o que isso tudo tem ligação com o VRTT? O grupo teve o pontapé inicial por mulheres, quem sabe o primeiro a ser criado por moças na cidade, região, estado. Fato é que domingo após domingo o grupo entra em erupção e lavas de alegria aquecem qualquer alma gelada, derretem qualquer coração endurecido com os problemas da semana, da vida pessoal de cada um. E se o Expresso do Oriente chegou a ligar a França a Turquia, o grupo já foi de Foz do Iguaçu a Alto Caparaó, já fez trilhas de 100km no total, durando quatro dias. E não vemos limites para onde ir. Existe a menos de um ano...


"A missão social e política de meu governo não foi idealizada pelo arbítrio de um homem, nem por interesses de um grupo; foi-me imposta, a mim e aos que comigo colaboram, pelos interesses da vida nacional, e pelos próprios anseios da consciência coletiva" (Getúlio Vargas)

Quem a conhece sabe o que estou comparando. Ela escolhe, seus diretores apoiam, mas são os anseios da galera que a faz tomar decisões. E para terminar, o que Marx tem a ver com tudo isso? Ele dizia que trabalho se desenvolve socialmente, e que o homem, sendo social, funda todo o processo de formação da humanidade. Mera coincidência, o grupo sempre faz uma "social" para enaltecer e prestigiar o trabalho feito.



E trabalho dado, trabalho feito. A missão não era escalar, mas contornar o paredão e chegar lá do alto onde a vista é fantástica para um "morro" sem muita dificuldade para subir. A trilha deu trabalho, estava fechada, mas os aventureiros deram um jeito de transpor a pior parte e depois foi só alegria rumo a topo.


O horizonte pode ter fim, e sempre fica aquela curiosidade de saber onde é. Para cada elevação ao fundo, você pensa se já foi ou se o grupo vai lá um dia. E acredite, ele vai. Dessa vez, pela primeira vez, pudemos avistar Volta Redonda. A fumaça da CSN logo dá sinal "estou aqui poluindo o ar enquanto vocês estão aí tirando onde respirando ar puro".



O vento empurra quando não há mais forças, e dessa vez não havia dificuldade, era só questão de tempo até o alto. E sempre há um tempinho pra agradecer a Deus e tomar uma água pra relaxar.


E pra fechar com chave de ouro, nossa Rainha Mãe, Neiva, palestrando na fazenda Taquara:




segunda-feira, 15 de junho de 2015

Luau do VRTT

LUAU DO VRTT

Sabe aquela velha história do "uma imagem..."

Acampamento na Serra da Beleza


Depois essa não deu mais para apenas curtir as fotos, ler ou criar uns textos e compartilhar na linha do tempo. Tive que pensar num blog. Não é tão instantânea a satisfação como ver as fotos, comentar e responder comentários, mas aqui fica um registro que não se perde na longínqua linha do tempo. O registro feito coloca detalhes que ficam segmentados ao longo de inúmeras fotos nos álbuns. E acredite, lembrar dos detalhes é algo que dá uma vida mais especial do que já é ao VRTT, pois são tantas coisas ao longo do dia, do embarque ao desembarque, que pode ser cansativo de ler, mas vendo certas fotos e deliciando lembranças nos parágrafos, você leitor pode experimentar um pouquinho do que sentimos e com sorte, estar com a gente numa trilha qualquer.

Leandro Duarte
Não é uma foto típica de trilha, mas quem saí por aí pra caminhar, e caminha, monta uma barraca, se arruma com todo finesse que se permite num acampamento e curte um luau em temperatura de inverno, com caldos, bebidas, amigos e um show muito bom, onde tem fogueira e dança pra aquecer a alma?

Assim é o Volta Redonda Trilhas & Trecking, sempre te surpreendendo.
A ideia era homenagem ao dia dos namorados, mas o amor fala mais alto e o importante é estar bem com a vida, bem consigo. E foi assim que não foi mais uma festa do dia 12, mas um evento memorável que durou da manhã do dia 13 a noite do dia 14. Ou seja, foi um fim de semana inesquecível para nossos amigos trilheiros. E garanto: os cerca de 20 participantes, ano que vem chega a 40, pois aqui a família cresce de forma "terrível" quando se trata de algo que não só faz bem à saúde, mas bem a alma, bem a vida. 

 Acampamento quase pronto. Tente imaginar que é só o começo. Tente imaginar o que vem depois de tudo pronto. Tente imaginar que após toda diversão, você está ali com seus olhos fechados sozinho, com amigos ou acompanhado, em um lugar ímpar, após uma descontração única, mas longe de todos os problemas. Se a semana é longa e árdua, a noite é eterna e o amanhecer vai lhe dar uma disposição de andar milhas sem sentir o peso da vida.

Geralmente as caminhadas são de nível médio, seja pelo terreno, seja pela distância, não é algo que vai durar apenas umas quatro horas e você vai em pleno domingo estar em casa pro almoço e findar sua tarde vendo Faustão. Aqui o lema é: não quer curtir a vida, fica em casa vendo Faustão. Mas a líder do grupo, seu grupo de apoio, guias selecionados a dedo e os próprios veteranos vão tornar sua jornada fácil.